Alimentação, Nutrição e Autismo

Imagem com fundo azul claro escrito Alimentação, Nutrição e Audtismo em letras coloridas com o símbolo do infinito colorido que representa o Autismo

Olá, tudo bem com vocês?

Lá no meu instagram:  @taizsiqueira.nutricionista, foi sugerido o tema sobre Autismo. Então borá lá saber um pouquinho sobre a relação do Autismo com a Alimentação e Nutrição.

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um transtorno do desenvolvimento neurológico caracterizado com comportamentos atípicos, podendo ser os motores, sensoriais, os relacionados à rotina, à fala e à expressividade, como também alguns desequilíbrios fisiológicos e metabólicos.

Geralmente o TEA é manifestado nos primeiros anos de vida, e não tem cura, mas quanto mais cedo for diagnosticado, melhores condições de vida a pessoa e seus familiares vão ter.

Como fatores de risco para o desenvolvimento do TEA, acredita-se que podem ser genéticos e ambientais como por exemplo, a alimentação.

Alguns pesquisadores acreditam que a introdução alimentar feita de forma inadequada e precoce pode ajudar no desenvolvimento do TEA, pois o intestino do bebê ainda não está totalmente preparado para receber alguns tipos de alimentos e ele tem ligação direta com o sistema nervoso, podendo provocar dificuldades na fala e na audição, afetar a emoção, o humor, o comportamento, a atenção, o aprendizado e a interação social.

Por outro lado, outros pesquisadores já não acreditam que a introdução alimentar feita de forma inadequada e precoce é um fator de risco. Eles acreditam que como fatores ambientais para o TEA podem ser infecções durante a gestação do bebê, prematuridade e asfixia, ou então alguma alteração fisiológica no sistema gastrointestinal.

Mas eu posso garantir que o que já se tem certeza é que pessoas com TEA precisam ter a alimentação e nutrição aliadas aos seus tratamentos.

Pessoas com TEA frequentemente têm recusa e seletividade alimentar, o que pode causar um desequilíbrio na sua saúde, pois estas pessoas não vão ingerir calorias e nutrientes de forma adequada, e assim poderão ter déficit ou excesso de peso e até carências nutricionais. Muitas dessas pessoas não têm habilidades de comunicação e isso dificulta que elas expressam quando estão com fome, saciedade, suas preferências alimentares e algum desconforto depois das refeições.

Também, pessoas com autismo têm alterações na digestão e na absorção dos nutrientes, causando assim necessidades diferenciadas de vitaminas e minerais e, por isso precisam ser suplementadas com orientação de médico e de nutricionista.

A preferência alimentar geralmente é por alimentos não saudáveis e industrializados, pois eles normalmente têm a mesma cor, textura e sabor, como biscoitos e salgadinhos “de pacote”.

Várias pesquisas mostram que o desequilíbrio intestinal nessas pessoas vão agravar os sintomas do TEA. Pesquisadores defendem que dieta Glúten Free Caseina Free (GFCF), ou seja, sem glútem, sem a caseína e as proteínas do soro do leite de vaca, ovelha, búfala e seus derivados pode ajudar nos sintomas do autismo, pois são substâncias que irritam o intestino e, como eu disse anteriormente, o intestino tem ligação direta com o sistema nervoso, onde é ativado os principais sintomas do TEA.

Mas ainda não se tem um senso comum entre os estudiosos da área sobre os benefícios ou não da dieta Glúten Free Caseina Free. Na verdade, o Transtorno do Espectro Autista ainda precisa ser muito estudado e pesquisado, pois é complexo e tem muitas particularidades.

Então o melhor a se fazer é procurar atendimento de uma equipe multiprofissional com médico, nutricionista, psicólogo, fonoaudiólogo entre outros para buscar o melhor tratamento e assim ter qualidade de vida para a pessoa com TEA, amigos e familiares. 

Espero terem gostado da leitura. Até logo!