TDAH, Alimentação e Nutrição

 

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Oie, tudo bem? Lá no meu instagram: @taizsiqueira.nutricionista, foi sugerido mais um tema relacionado a transtornos de neurodesenvolvimento. Então bora lá saber um pouquinho sobre a relação do TDAH com a Alimentação e Nutrição.

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é definido por um quadro de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade acima dos limites normais de uma pessoa. É comum ser diagnosticado na infância, pois seus sintomas prejudicam diretamente a vida escolar e em casos mais graves o relacionamento social. Atualmente também tem sido diagnosticado com frequência na fase adulta.

Este transtorno pode ter causas genéticas e ambientais e está presente em 5% das crianças e 2,5% dos adultos, provocando prejuízos significativos na vida acadêmica, profissional e social do indivíduo. Algumas pesquisas já mostraram que a alimentação pouco saudável é um fator de risco aumentado para o TDAH, principalmente nas crianças, pois elas geralmente comem muitos alimentos processados, como bolos, biscoitos com recheio, sucos embalados, refrigerantes, guloseimas e chocolates, os quais possuem muito açúcar refinado, corantes artificiais, entre outros ingredientes, que podem dificultar a sua condição neurológica;

Pesquisas mostram que, o consumo de doces está relacionado com o TDAH e seus componentes, enquanto o consumo de alimentos fritos está ligado apenas à hiperatividade. Por outro lado, o consumo de frutas ajuda com os sintomas de hiperatividade.

Crianças com TDAH podem ter deficiências nutricionais, porque elas têm dificuldades na hora de se alimentar, por causa da hiperatividade ou dificuldade de focar. Também, pode ser porque não recebem a quantidade e qualidade ideais de nutrientes.

Pessoas com TDAH podem ser mais vulneráveis a ter outras doenças como sobrepeso, obesidade, diabetes tipo 1, doenças respiratórias e alérgicas. Mais um ponto onde a nutrição deve estar presente como parte do tratamento.

A nutrição deve estar presente desde a gestação. Assim, pesquisas já mostraram que uma dieta equilibrada desde os primeiros estágios de vida tem um forte impacto na função do cérebro. Consumir nutrientes adequados desde a gestação, fornecer aleitamento materno, principalmente de forma exclusiva até os seis meses de vida do bebê, oferecer a alimentação complementar corretamente vão influenciar no desenvolvimento cerebral da criança.

Terapia medicamentosa e psicoterapia são as formas de tratamento mais conhecidas para o TDAH. Entretanto, para algumas pessoas, estas terapias tornam-se ineficazes com o passar do tempo e elas passam a procurar outras terapias, sendo uma delas a dietoterapia (terapia por meio da dieta).

Alguns estudos mostraram que alguns nutrientes podem ser bons aliados ao tratamento do TDAH. Como exemplo, posso citar o ferro e o zinco, que ao estar em baixa quantidade no organismo, pode afetar a produção de uma substância chamada dopamina. Quando a dopamina está desequilibrada no organismo, potencializa os sintomas do TDAH. A gordura chamada ômega-3 pode ajudar a pessoa a ter mais atenção e concentração, diminuindo também a impulsividade. O triptofano, uma substância que ajuda a produzir serotonina, hormônio importante para a pessoa melhorar seus comportamentos impulsivos e agressivos. Fórmulas com vitaminas do complexo B, magnésio e vitamina D também ajudam no tratamento do TDAH, mas digo aqui que tudo isso ainda precisa de muito estudo, pois é um assunto bem complexo.

Mesmo que ainda seja muito cedo para dizer que o alimento A é melhor para o TDAH do que o alimento B, ou o nutriente X é melhor do que o nutriente Y, já se pode afirmar com toda certeza que um pessoa com um estado nutricional inadequado desde a infância pode ter sua capacidade cognitiva afetada.

Então o que deve ser feito? Procurar um profissional nutricionista para iniciar a modificação dos hábitos alimentares das crianças nos primeiros anos de vida e na adolescência, pois uma alimentação e nutrição adequadas desempenham um papel importante  no  crescimento e desenvolvimento, prevenindo a desnutrição, o excesso de peso e outros problemas de saúde. Nos casos dos adultos, o nutricionista irá trabalhar para que a pessoa tenha uma alimentação adequada e saudável para a prevenção ou restabelecimento de sua saúde física e mental.

Espero terem gostado da leitura! Até logo!